sexta-feira, 3 de junho de 2011

Satélite revela novas pirâmides no Egito...


Projeto pioneiro de mapeamento a partir de fotos tiradas do espaço identifica mais de 3 mil sítios arqueológicos desconhecidos no país.

Há quase uma década, a professora Sarah Parcak, da Universidade do Alabama, vem utilizando fotografias tiradas por satélite para localizar e estudar sítios arqueológicos em várias partes do globo. Na última semana, a pesquisadora apresentou os resultados de seu projeto mais ambicioso: construir uma espécie de “planta” completa do Antigo Egito a partir desse tipo de imagem.

Não poderia ter dado mais certo: a equipe de pesquisadores do Sepe (Survey and Excavation Projects in Egypt – Projetos de busca e escavação no Egito), grupo de especialistas liderado por Parcak, localizou nada menos que 17 novas pirâmides e mil tumbas desconhecidas. Além disso, imagens em infravermelho ajudaram a identificar estradas e agrupamentos urbanos que pareciam perdidos. É o caso da cidade antiga de Tanis, atualmente San El Hagar, que teve o traçado original de suas ruas revelado pelas modernas tecnologias.

Ao todo, são cerca de 3100 sítios arqueológicos que, se não fosse por fotografias tiradas a 700 km de distância da superfície terrestre, provavelmente continuariam soterrados no deserto.

A partir de agora, o projeto vai seguir em duas frentes: por um lado, os pesquisadores tentarão localizar outros sítios arqueológicos, soterrados em locais de localização mais difícil. De acordo com declarações da professora Parcak ao site da rede britânica BBC, é o caso de assentamentos que foram encobertos pelo lodo trazido pelo Nilo, o que dificulta o uso de técnicas como o infravermelho.

A segunda frente de trabalho é a mais óbvia: o grupo agora precisa escavar os milhares de novos sítios e recolher os objetos que forem encontrados. Afinal, isso é algo que as modernas tecnologias ainda não podem fazer pelos arqueólogos.

por Pietro Henrique Delallibera

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eu sabia que era verdade...



Acredite, zumbi não é invenção apenas de filmes. Muita gente não sabe, mas no reino animal existe uma criatura que acaba vivendo sem domínio próprio.

Um estudo revelou que um fungo parasita tem a capacidade de assumir a mente e o corpo de uma formiga, levando-a onde ele quer.

O fungo, uma espécie de Ophiocordyceps, foi encontrado vivendo em formigas de carpinteiro na floresta tropical da Tailândia, controlando seu sistema nervoso para que elas se tornem seres com um único propósito: ajudar os fungos a se reproduzirem.

Como o fungo se espalha através da formiga o corpo começa a agir de forma irregular, antes que ela finalmente morra após morder uma folha.

De acordo com o Daily Mail, os pesquisadores testemunharam um total de 16 formigas infectadas que deixaram suas colônias e vagaram até morrer.


“O fungo manipula as formigas contaminadas para que elas morram onde o parasita prefere ficar, fazendo-as viajar por muito tempo nas suas últimas horas de vida“, comentou David Hughes, investigador do estudo da Universidade Estadual da Pensilvânia.

Ao dissecar as formigas infectadas, foi descoberto que, ao morderem a veia de uma folha, suas cabeças estavam cheias de fungos que afetaram o movimento da mandíbula para que a boca nunca mais pudesse ser aberta. Com isso, elas morrem.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mergulhadores fotografam placas tectônicas na Islândia...



O fotógrafo britânico Alexander Mustard e alguns colegas mergulharam na fenda existente entre as placas tectônicas da América do Norte e Eurásia, registrando imagens espetaculares.

A aventura para conhecer a "fronteira" entre as duas placas ocorreu no Parque Nacional Thingvellir, na Islândia. A paisagem submersa do parque é cheia de vales, falhas e fontes de lava, formados pelo afastamento gradual entre as duas placas, que se distanciam cerca de 2,5 centímetros uma da outra a cada ano.

Os mergulhadores que participaram da expedição desceram cerca de 24 metros na fenda entre as placas, mas chegaram a até 60 metros de profundidade em cânions como o Silfra e o Nikulasargia.

Mustard, de 36 anos, diz que as imagens mostram "o mundo submarino único da Islândia, que assim como a ilha, é formado por paisagens vulcânicas".

A lava e o vapor quente na interseção entre as placas criou também a chaminé hidrotermal Arnarnes Strytur, visitada pelos mergulhadores. A água é expulsa da chaminé 80°C e forma uma coluna turva ao entrar em contato com a água do mar, que está a 4°C.



A noção de placas tectônicas foi desenvolvida nos anos 1960 para explicar as localizações dos vulcões e outros eventos geológicos de grande escala.


De acordo com a teoria, a superfície da Terra é feita de uma "colcha de retalhos" de enormes placas rígidas, com espessura de 80 km, que flutuam devagar por cima do manto, uma região com magma nas profundezas da terra.


As placas mudam de tamanho e posição ao longo do tempo, movendo entre um e dez centímetros por ano - velocidade equivalente ao crescimento das unhas humanas.

O fundo do oceano está sendo constantemente modificado, com a criação de novas crostas feitas da lava expelida das profundezas da Terra e que se solidifica no contato com a água fria. Assim, as placas tectônicas se movem, gerando intensa atividade geológica em suas extremidades.


As atividades nestas zonas de divisa entre placas tectônicas são as mesmas que dão origem aos terremotos de grande magnitude.

quarta-feira, 11 de maio de 2011