sábado, 25 de fevereiro de 2012

Assassinos: o punhal do fundamentalismo...

No século XI, um missionário muçulmano radical fundou uma ordem secreta para impor ao Oriente Médio o ismaelismo, ramo dissidente do xiismo. A história da seita hoje inspira o enredo do jogo de videogame Assassin's creed

Membros da organização em cena do jogo Assassin's creed

No dia 4 de setembro de 1090, Hassan bin Sabbah, um missionário radical, filho de uma poderosa família iraniana da cidade de Qom, conquistou a fortaleza de Alamut, situada no coração das montanhas Elbourz, a 1.800 metros de altitude, no noroeste do Irã. Dali, ele lançaria uma cruzada para impor ao Oriente Médio sua religião: o ismaelismo, ramo dissidente do islamismo xiita que acrescentava aos seis profetas reconhecidos pelo Corão (Adão, Noé, Abraão, Moisés, Jesus, Maomé) um sétimo, Ismael.
Bin Sabbah começou então a estabelecer em torno de Alamut uma rede de fortalezas que se estendeu da Síria até o Iraque. Revoltado com a ocupação de seu país, estava decidido a eliminar os invasores turcos e árabes. Ele não queria, porém, recrutar mercenários, mas sim homens que se entregassem de corpo e alma à sua causa. Para isso atraiu fiéis dispostos a lhe obedecer cegamente, aceitando até mesmo o sacrifício supremo da própria vida. Assim nasceu a Ordem dos Assassinos.
Hoje não sabemos exatamente como seus membros agiam, já que os textos da seita desapareceram. Restaram os testemunhos dos seus adversários e dos cronistas europeus que participaram das cruzadas. Seus inimigos contavam que, para assegurar a fidelidade de seus seguidores, Bin Sabbah levava-os, sob o efeito do haxixe, para um maravilhoso jardim perfumado onde fontes derramavam água fresca e jovens mulheres nuas faziam generosas carícias. Nesse estado, era fácil conseguir dos adeptos um juramento de obediência absoluta. Quando despertavam, os membros da ordem eram convencidos de que o paraíso que conheceram brevemente na terra era o mesmo que os aguardava após a morte. Eles eram então treinados para manejar o punhal, arma característica da seita, e submetidos à doutrinação religiosa. Ao longo do processo, passavam por nove etapas de iniciação.
Coube a Hussein Qâ'ini, o melhor agente de Bin Sabbah, a formação da organização clandestina. Os futuros Assassinos aprendiam a língua do país para o qual eram enviados, o modo de se vestir de seus habitantes, seus usos e costumes. Abû Ibrâhim Asibâdâsi, capturado durante uma missão suicida em Bagdá, descreveu o modus operandi da seita. Quando os carcereiros levavam um Assassino para ser executado, ele solicitava a presença do califa e dizia: “Você pode me matar, mas poderá matar todos aqueles que se encontram em seu castelo?”.
De fato, antes de praticar os atentados, os agentes do senhor de Alamut realizavam um longo trabalho de infiltração. Ganhavam a confiança da futura vítima e a matavam, quando ela acreditava estar segura no seio de sua fortaleza. Tal como resumia essa ameaça proferida por outro seguidor: “A vítima será atingida no coração de sua própria cidade e no centro de seu próprio palácio”. Os príncipes temiam ver um de seus favoritos se precipitar em sua direção com um punhal na mão. O primeiro dignitário vítima da lâmina de um punhal foi o vizir de Isfahan, Nizam al-Mulk Tusi.
Do Irã ao Cáucaso, da Síria ao agito, acumulavam-se os cadáveres dos príncipes muçulmanos. Todos traziam a marca da adaga de Hassan bin Sabbah. A partir de então, nenhum chefe árabe ou turco “ousou sair de sua residência sem escolta, e todos usavam uma armadura sob a roupa, temerosos de ser atingidos pelo punhal dos Assassinos”.
Foi nesse Oriente Médio ameaçado pelos Assassinos que desembarcaram os cruzados vindos da Europa para recuperar Jerusalém. Mas a ação dos cristãos não perturbou em nada a política terrorista de Bin Sabbah. Em várias ocasiões, os cruzados negociaram a neutralidade da ordem. A cada um a sua guerra santa.
Quando Bin Sabbah morreu, em 1124, era tempo da Segunda Cruzada e as tropas cristãs haviam fundado o reino latino de Jerusalém, o principado de Antioquia, os condados de Edessa e de Trípoli. Um dos filhos de Sabbah, Buzourg Umid, assumiu o comando da seita e o nome do pai. Foi o início da lenda do Velho da Montanha. Ignorando a morte de Hassan bin Sabbah pai, seus adversários pensavam que o chefe dos Assassinos era imortal.
Buzourg morreu em 1138, e seu filho Muhammad tornou-se chefe da seita. Seu “reinado” de 23 anos viu a morte de sultões, cádis, vizires, outros califas e até mesmo de um primeiro príncipe cristão, o conde Raimundo II de Trípoli, em 1150. A dinastia e a lenda do Velho da Montanha perpetuaram-se em 1161 quando Qadal al-Dîn Hassan, um dos filhos de Muhammad, assumiu a liderança da ordem. Decidido a acabar com a dinastia dos aiúbidas, Qadal al-Dîn Hassan ordenou, por três vezes, a morte de Saladino, o mais célebre representante dessa família. A primeira tentativa ocorreu em 1174; a segunda, em 1175; e a última, em 22 de maio de 1176. Nenhuma delas teve sucesso.
O reino de terror instaurado pelos Assassinos no Oriente Médio só terminou no século XIII, quando um chefe mongol chamado Halagu conquistou e arrasou a cidadela de Alamut, em 1256. Depois de mais de um século, chegava o fim a lenda do Velho da Montanha.

por Marie-Hélène Parinaud

Galileu não foi o primeiro a dizer que a Terra gira em torno do Sol...

Suas ideias mudaram tudo o que se sabia sobre o movimento dos astros, certo? Errado!


É comum atribuir ao italiano Galileu Galilei (1564-1642) a criação do heliocentrismo. Apesar de o astrônomo renascentista ter contribuído muito para a aceitação dessa teoria no meio científico, a ideia de que a Terra se move em torno do Sol já vinha se desenvolvendo desde a Antiguidade.

No século V a.C., o filósofo grego Filolau formulou pela primeira vez a hipótese de que nosso planeta não ocupava o centro do Universo. Para ele, a Terra girava em torno de um “fogo central”, cuja luz era somente refletida pelo Sol. Posteriormente, no século V d.C., astrônomos indianos elaboraram teorias sugerindo que o globo terrestre orbitava ao redor do Sol e mencionando o que chamaríamos mais tarde de “lei da gravidade”.

Estudos do tipo continuaram a ser produzidos em plena Idade Média, mas o geocentrismo de Aristóteles e Ptolomeu perdurou, graças à Igreja Católica, como forma mais aceita de entender o movimento do planeta.

Foi preciso esperar até o século XVI para que o heliocentrismo alcançasse o status de teoria científica, e devemos esse avanço não a Galileu, mas ao médico e astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543). Suas pesquisas resultaram na obra Das revoluções das esferas celestes, concluída em 1530 e publicada em 1543, na cidade de Nuremberg, pouco antes da sua morte.

O livro contradizia abertamente a Bíblia, e os opositores do heliocentrismo se multiplicaram contra a chamada “revolução copernicana”. A ideia de que a Terra girava em torno de si própria e, assim como todos os demais planetas conhecidos, em torno do Sol rendeu críticas ferrenhas vindas de nomes como Martinho Lutero (1483-1546), que chegou a chamar o cientista de “paspalho”.

A obra de Copérnico foi continuada por cientistas como o matemático alemão Johannes Kepler (1571-1630) e, principalmente, por Galileu. Suas descobertas confirmaram a coerência do heliocentrismo, do qual o italiano se tornou um defensor fervoroso, e mostraram uma série de falhas no sistema geocêntrico.

Em 1616, o heliocentrismo foi renegado oficialmente pela Igreja, e a obra-prima de Copérnico foi posta no índex (lista de livros considerados heréticos pela autoridade eclesiástica). Mesmo assim, Galileu continuou seus trabalhos e, protegido pelo papa Urbano VIII (1568-1644), publicou em 1632 o livro Diálogo sobre os dois grandes sistemas do mundo, um misto de elogio ao heliocentrismo e escárnio do geocentrismo.

A repercussão da obra foi enorme e, para seu autor, trágica: Galileu foi condenado à prisão perpétua pela Inquisição e seu texto foi proibido. Graças à influência de Urbano VIII, sua pena foi transformada em reclusão domiciliar, mas o tempo da punição não foi diminuído.

A censura às obras que defendiam o heliocentrismo só foi revogada mais de um século depois, em 1757, pelo papa Bento XIV (1675-1758). Somente então passamos a redescobrir a genialidade de Galileu, que, embora não seja criador do heliocentrismo, teve um peso inegável na construção da visão que hoje temos do Universo.

por Olivier Tosseri

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Para fugir de ataques, lagarta “se transforma” em cobra...

O mundo animal é inegavelmente fascinante. Algumas espécies, por exemplo, acabam desenvolvendo meios próprios de defesa e sobrevivência. Aliás, incrivelmente bem estruturados.


Um bom exemplo é a lagarta Deilephila elpenor, mais conhecida como mariposa-elefante. Para fugir de pássaros, seus principais predadores, elas mudam de aparência assumindo uma forma bem parecida com a de uma cobra, com cabeça alargada.

Curiosamente, muitas vezes a mudança acaba fazendo com que a ave suspenda o ataque. Ainda não se sabe se isso ocorre porque a lagarta assume a forma de cobra ou se as aves se assustam com a súbita mudança de aparência da presa.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Os animais feitos de papel de Calvin Nicholls...

As peças de Calvin Nicholls são feitas do papel para o papel. Isso porque ele faz primeiro o desenho da arte final, todos os detalhes e planos do que vem a sua cabeça. Depois é hora de pôr a mão na massa. O inglês utiliza um material chamado “archival paper” em inglês, que é feito com diferentes espessuras de algodão.

Assim, durante semanas, o canadense recorta detalhadamente as esculturas para tomarem a forma desejada. As menores medem 20 x 25 cm e as maiores chegam a ter mais de 2 metros. As peças que constrói para si próprio são animais, principalmente por ter crescido observando a natureza e a vida selvagem; no entanto, quando recebe encomendas, ele também cria pessoas, carros e formas abstratas.

O produto final, após os planos, desenhos e entalhamentos, é a fotografia, cuidadosamente iluminada para ressaltar todos os detalhes e sombreamentos que Calvin pensou inicialmente. É nessa hora que ele sente o prazer naquilo que faz e quando aparecem surpresas, como perceber que uma parte encaixa espontaneamente em outra e a peça toma vida própria.





sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Ötzi – O Homem de Gelo...

Ötzi – O Homem de Gelo, foi descoberto em setembro de 1991 por dois turistas alemães que passavam entre os Alpes que dividem a Áustria da Itália.

Tendo vivido há cerca de 5.300 anos atrás, estima-se que Ötzi tinha cerca de 1,65m de altura e pesava cerca de 50kg (o corpo desidratou e encolheu, com o tempo). Como seu corpo foi não apenas congelado, mas envolvido em gelo logo após sua morte, muitos elementos da época de sua morte também foram preservados para a posteridade. Ötzi também tinha marcas na parte de trás do joelho, próximas à coluna e aos calcanhares, que tanto poderiam ser tatuagens, quanto poderiam ser marcas de um ‘tratamento’ para cura de dores.

Foram encontradas com ele ainda uma faca, flechas e um arco longo (1,82 metros), também alguns frutas silvestres e alguns cogumelos.






domingo, 1 de janeiro de 2012

Um feliz 2012 para todos!!!!!


Um feliz 2012 para todos!!!!!

Vivam esse ano como se fosse o último!!!

KKKK

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ciclone revela raridade na Austrália...

Ventos fortes que castigaram a costa do país revelaram um navio que naufragou por volta de 1880 enquanto transportava madeira

Parte do casco do navio do século XIX que foi desenterrado pelos ventos na baía de Ramsay

O Yasi, ciclone que devastou a costa de Queensland, no sul da Austrália, em fevereiro, acabou revelando uma surpresa: um navio naufragado por volta de 1880, na baía de Ramsay, na mesma região. Segundo o Departamento de Gestão de Pesquisa em Meio Ambiente do país, a embarcação, chamada Belle, foi construída em 1865 no Canadá e era usada para transportar madeira entre Adelaide e Melbourne, na costa australiana. Os dados colhidos até agora em arquivos ingleses mostram que o navio, de 30 metros de comprimento, teria sido arrastado por uma ventania e estacionado no ponto onde permanece até o momento. Depois da passagem do ciclone, o navio foi parcialmente desenterrado, deixando exposta parte do maquinário e da estrutura enferrujada, ainda que razoavelmente preservada durante os últimos 130 anos. Os pesquisadores agora vão reunir dados históricos sobre a navegação comercial da época e cruzá-los com os resultados das investigações no local. A embarcação deve continuar onde está para futuras pesquisas e visitação pública

por Heloísa Broggiato

Hitler era um pervertido sexual. FALSO!


Impotente, homossexual não assumido, pedófilo. Os desvios e frustrações sexuais do Führer influenciaram seu governo, certo? Errado!

por Olivier Tosseri A sexualidade de Hitler sempre alimentou as mais estranhas teorias: já se falou que ela era impotente, homossexual não assumido, pervertido, pedófilo e até monórquido (portador de um único testículo). Em resumo, o Führer seria um completo depravado ou, no mínimo, dono de uma sexualidade quase patológica. Mas poucos desses rumores encontram sustentação em documentos históricos. Desde a época da Segunda Guerra Mundial, vários boatos correram sobre a relação que Hitler manteve com Angelika Raubal, ou “Geli”, sua meio-sobrinha que foi encontrada morta em 1931. Supostamente, o tio ciumento teria descoberto que ela se tornara amante de um violinista ou professor de música judeu e, temendo ter suas perversões sexuais reveladas, assassinou a jovem ou levou-a a cometer suicídio em seu apartamento, em Munique. Na origem dessa teoria está o testemunho de Otto Strasser, cuja credibilidade é bastante questionável: inicialmente próximo a Hitler e militante ativo do nacional-socialismo, Strasser acabou divergindo de algumas das ideias do nazismo para, finalmente, romper com o partido, fundar seu próprio movimento, a Frente Negra, e acabar se exilando da Alemanha. Por causa disso, o Fürher mandou matar o irmão do ex-companheiro na chamada Noite dos Longos Punhais.

É muito provável, portanto, que a teoria defendida por Strasser esteja profundamente contaminada pelo rancor que ele nutria por Hitler. E, apesar de vários indícios sugerirem que Geli de fato não tirou a própria vida, nada aponta para qualquer perversão sexual em sua relação com o tio. O mesmo se pode dizer dos boatos sobre sua impotência ou sobre a deformidade de seus testículos: o médico de família de Hitler, doutor Eduard Bloch, já desmentiu essas teses, afirmando categoricamente que examinou o Führer durante a infância e constatou que ele tinha uma “genitália normal”. Esses incontáveis rumores que cercam a sexualidade do ditador dão margem para diversas interpretações sobre as atrocidades cometidas durante o Terceiro Reich. Na visão freudiana, a sexualidade perversa seria uma das chaves para entender o Holocausto. Esse tipo de leitura se aplica também ao genocídio de homossexuais, já que Hitler, supostamente um homossexual não assumido, teria sufocado suas pulsões por meio do extermínio de seus semelhantes. Todas essas explicações foram formuladas a partir de dados sem nenhuma base histórica concreta. No fundo, são crenças que resultam da vontade de nos distanciarmos da “encarnação do mal” representada por Hitler. Ao defender que ele não era sexualmente “normal”, nos afastamos dele, o concebemos como um “outro” muito distante. Ou seja, tentamos negar que o mal do nazismo pode morar dentro de cada um de nós.

NASA confirma descoberta de planeta possivelmente habitável!


Em 2009, o telescópio espacial Kepler começou sua jornada através do vácuo. Hoje, depois de ter observado mais de 150 mil estrelas, a NASA confirmou que o telescópio encontrou um novo planeta, que fica na chamada zona habitável de sua estrela!

A 600 anos-luz de distância da Terra, o Kepler 22-b tem 2 vezes e meia o dobro de tamanho da Terra, com sua temperatura média de 22 graus célsius. O suficiente para suportar vida (do nosso tipo, pelo menos) por lá! O motivo é que ele fica no equivalente da zona habitável de sua estrela, numa região nem tão quente e nem tão fria para a vida florescer.

O Kepler 22-b é um dos mais de dois mil “planetas candidatos” descobertos pelo Kepler. Dentre estes, a NASA acredita ter 54 planetas dentro da zona habitável, mas o Kepler 22-b é o primeiro a ser confirmado.



O planeta fica 15% mais próximo de seu sol do que a Terra, com seu movimento de translação (o que representa o nosso ano) de aproximadamente de 290 dias. Seu sol, no entanto, é 25% mais fraco, o suficiente para assegurar o suporte à água em forma líquida.

Mas vamos com calma, vamos com calma! Apesar de a grande imprensa dizer que já encontraram a segunda Terra, os cientistas ainda precisam determinar duas coisas definitivas. A primeira é se o planeta sequer possui água. A segunda é verificar sua superfície, se é líquida, sólida ou mesmo gasosa.

Com 600 anos-luz de distância, agora só falta alcançarmos uma velocidade de dobra com nossas naves espaciais.

Via The Escapist